CORONAVIRUSOutros Artigos

A indústria turística do Brasil está completamente paralisada

Devido à pandemia de coronavírus, as medidas restritivas adotadas pelos nossos governantes para impedir a propagação do vírus e reduzir a demanda por viagens, o setor de turismo nacional poderá sofrer perdas de dezenas de bilhões de reais.

Turismo brasileiro registra perdas de R$ 2,2 bi por coronavírus

O volume de receitas do setor de turismo brasileiro caiu 16,7% somente na 1ª quinzena de março, em relação ao mesmo período do ano passado, representando perda equivalente a R$ 2,2 bilhões.

Desemprego mundial

Dada a velocidade da propagação do vírus no mundo, uma pandemia poderia deixar desempregados cerca de 50 milhões de pessoas trabalhando no setor de turismo.

Na véspera, soube-se que, devido à pandemia de coronavírus, até o final de maio de 2020, a maioria das companhias aéreas do mundo poderia ir à falência .

Uma nova epidemia de coronavírus na China não é tão terrível quanto a incerteza que a acompanha. Afinal, esta não é a primeira e não a última epidemia no mundo.

Surtos sazonais de influenza convencional e SARS tornam milhões de trabalhadores temporariamente incapacitados a cada ano, prejudicando a economia. E o resultado letal não pode ser completamente excluído mesmo de bastante, à primeira vista, o frio habitual. Qualquer epidemia não dura para sempre, como regra, atinge rapidamente seu pico e cai.

Então, por que desta vez tais medidas sem precedentes são tomadas, quando a quarentena é imposta a áreas inteiras da China com dezenas de milhões de habitantes, as empresas param, o comércio congela, a indústria do turismo está completamente paralisada, transporte limitado, fronteiras próximas? A taxa de mortalidade parece ser baixa, cerca de 2%, que é muito menor do que as epidemias anteriores. Mas o número total de casos já está quebrando recordes do século 21, e a taxa de crescimento não vai desacelerar. E o mais importante, ainda há muitas incertezas que causam pânico. Espalhou-se pelo ar, um período de incubação esticado e instável, a possibilidade de infecção em qualquer estágio da doença. E o principal é a falta de um método claro de tratamento.

O que fazer com o novo coronavírus?

Todo mundo sabe o que fazer com a gripe, não importa a nova cepa que aparecer. Mas o que fazer com o novo coronavírus? É esse fator de incerteza que está no centro do pânico – ninguém quer correr riscos e jogar essa “roleta” com um resultado desconhecido. Acredito que assim que os métodos de tratamento e os remédios apropriados forem desenvolvidos, o pânico vai parar, e vai acontecer mais rápido do que o próprio surto diminuirá.

Danos à economia

Até que isso aconteça, tudo o que acontece em torno do coronavírus traz mais danos às economias do que a própria doença. A indústria turística do Brasil está completamente paralisada, e isso atinge diretamente o negócio turístico brasileiro. Os operadores turísticos já estão estimando perdas potenciais de incontáveis milhões de reais.

As viagens aéreas estão limitadas, os voos e ônibus fretados estão completamente cancelados. As companhias aéreas e de turismo correm o risco de perder até mais de 25% da receita.

Paralisação do fornecimento

A paralisação das empresas em áreas de quarentena leva a uma interrupção do fornecimento de produtos ao mercado consumidor. Trata-se claramente de uma medida excessiva no cumprimento de medidas preventivas rotineiras, que poderiam nos custar reduzir o tráfego de mercadorias, incluindo o trânsito.

A China é o maior consumidor de matérias-primas e recursos, cuja atividade é importante para muitos mercados. O declínio da atividade produtiva durante a epidemia leva a uma queda na demanda e nos preços das matérias-primas importadas do Brasil. Isso pode ter um impacto negativo na receita das empresas brasileiras e nas receitas do orçamento.

Impacto direto na economia

Estes são todos os efeitos de um impacto direto na economia da epidemia, ou melhor, medidas para combatê-la. Mas a coisa mais desagradável que poderia acontecer é se o pânico sobre o coronavírus chinês se tornasse o “cisne negro” para o início da recessão global, que os mercados estão com tanto medo e que é tão esperado nos últimos anos. A desaceleração da taxa de crescimento da economia chinesa, que agora é inevitável, pode ser um sinal para o capital especulativo, que começará a se afastar dos riscos dos mercados de commodities e dos mercados financeiros nos países em desenvolvimento em direção à qualidade e confiabilidade.

O ouro já está ficando mais caro, petróleo, cobre, níquel e outros metais industriais estão ficando mais baratos. Até agora, são movimentos limitados, mas podem se tornar uma tendência se as autoridades chinesas não conseguirem lidar com a situação de forma eficaz e oportuna. Ou pelo menos para deixar claro o que está acontecendo para remover o fator de incerteza.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *